segunda-feira, julho 17

Torcida do Paysandu bane cantos homofóbicos e leva bandeira LGBT ao estádio

A torcida Banda Alma Celeste, do Paysandu, decidiu banir das arquibancadas um canto que já era tradicional e chamava o mascote Leão, do rival Remo de “gay”. O encontro entre as duas equipes tradicionais do futebol paraense é um dos maiores clássicos do futebol brasileiro.

“Erramos durante vários anos, propagando cantos homofóbicos disfarçados de rivalidade”, admitiu a torcida, em seu pedido de desculpas. “Em decisão tomada em uma das nossas reuniões mensais, viemos comunicar que músicas e manifestações de cunho racial/homofóbico estão extintas do nosso repertório, entre elas a famosa música que chama o mascote do rival de gay.”

O Governo do Pará, que patrocinou o Campeonato Paraense, propôs que na final do torneio, há alguns dias, os jogadores entrassem em campo com camisetas pedindo respeito à diversidade.

Três dias depois, quando o Paysandu enfrentou o Santos pela Copa do Brasil, a torcida também estendeu a bandeira do arco-íris, símbolo LGBT, na arquibancada.

Rivais reagem com provocação e apoio

O Paysandu apoiou a ação da torcida. E, enquanto alguns torcedores rivais usaram a bandeira do arco-íris para alimentar suas provocações, outros apoiaram a atitude.

“É uma atitude louvável deles e você não percebe nada parecido no nosso lado”, disse o fotógrafo Salim Wariss, que vai a jogos do Remo há 27 anos.

“Muitos torcedores se revoltam porque a nossa torcida não tem nenhuma ação mais concreta de combate ao preconceito, nada de forma institucionalizada.”

Procurada, a Camisa 33, uma das barra bravas do Remo, disse que foi também convidada a estender a bandeira do arco-íris, mas temeu que a ação pudesse causar conflitos e decidiu só aceitar o convite se todas as outras torcidas também o fizerem.

FONTE: //www.superpride.com.br/2017/05/torcida-do-paysandu-bane-cantos-homofobicos-e-leva-bandeira-lgbt-ao-estadio.html